
Resumo rápido
- Um bom dashboard responde poucas perguntas, e responde rápido.
- Organize pelo funil: investimento, leads, leads qualificados e vendas.
- Use comparação com o período anterior e uma meta visível.
- Menos gráficos, nomes claros e uma fonte de dados confiável.
Já abri muito dashboard cheio de gráficos coloridos que ninguém usava. Quando o relatório não ajuda a decidir, ele é decoração. O Looker Studio é flexível o bastante para fazer as duas coisas, então vale começar pelas perguntas, e não pelos gráficos.
Comece pelas perguntas
Peça ao cliente (ou ao gestor) para listar o que ele quer saber toda semana. Em geral são poucas:
- Quanto investimos e quanto voltou?
- Quantos leads chegaram e de qual canal?
- Quantos eram bons e quantos viraram venda?
- Estamos acima ou abaixo da meta?
A estrutura que uso
- Resumo no topo: 4 a 6 indicadores com comparação com o período anterior (investimento, leads, leads qualificados, vendas, custo por lead e custo por venda).
- Funil: a sequência de leads até a venda, com a taxa de cada passagem.
- Canais: o que cada plataforma entregou, lado a lado.
- Campanhas: uma tabela para quem precisa entrar no detalhe.
- Tendência: um gráfico de linha por semana, para ver se estamos melhorando.
De onde vêm os dados
Mídia paga (Google Ads, Meta, LinkedIn), análise do site (GA4) e CRM (leads, etapas e vendas). O mais difícil costuma ser ligar as três pontas: sem um identificador em comum (como UTMs nos anúncios e um campo de origem no CRM), a conta não fecha. Esse trabalho de rastreamento vem antes do dashboard.
Boas práticas
- Nomes claros: "Leads qualificados" no lugar de "conversões_sql_v2".
- Metas visíveis: um indicador sem meta não diz se está bom ou ruim.
- Filtro de data único: evite que cada gráfico use um período diferente.
- Poucas cores e consistentes: a mesma cor para a mesma métrica.
- Atualização automática: relatório manual é relatório atrasado.
Erros que tornam o painel inútil
- Mostrar cliques e impressões como se fossem resultado.
- Misturar dados de fontes que não batem, sem avisar.
- Gráficos demais na mesma tela.
- Não explicar o que fazer com o número.
O relatório é conversa, não arquivo
Gosto de acompanhar o dashboard com 3 linhas de leitura: o que melhorou, o que piorou e qual será o próximo ajuste. É isso que o cliente lembra e usa. Para entender o que alimenta esses números, veja o artigo sobre funil e MQL/SQL.
Ana C. D'avilla
Gestora de marketing de performance em Goiânia, especialista em mídia paga desde 2017, certificada em Google e LinkedIn Ads. Escrevo sobre mídia, CRM, funil, dados, IA e automação.